Entrevista

Formado em Sociologia pela Universidade de Évora (Portugal), tem participado activa e eficazmente na transformação e evolução que esta marca de referência em Angola tem feito, fundamentalmente nos últimos 10 anos, ao nível da gestão de pessoas.

 

Hoje a ENSA é uma empresa que conseguiu fazer a transição de posição de monopolista para um mercado concorrencial livre, sem perder a sua identidade, rejuvenescendo-se pelo caminho, o que possibilitou a sua manutenção como uma das raras empresas públicas que é competitiva e inovadora no seu sector de actividade.

 

Tendo percorrido 10 anos como Director de Recursos Humanos, Sebastião de Freitas conta-nos um pouco da sua história profissional, dos principais marcos e desafios que a ENSA passou e também da cultura interna ao nível da gestão do seu Capital Humano.

 

HC: Quando e em que circunstâncias assumiu a fun- ção de DRH numa das maiores empresas públicas de Angola?

 

SF: Assumi a função de Director RH em Julho de 2007, na altura exercia a função de Chefe de Departamento de Pessoal da DRH. Quais foram os principais desafios que enfrentou nos primeiros anos? SF Assumi a Direção de Recursos Humanos numa altura crítica. A Empresa vinha de uma situação que exigia uma adequação às boas práticas de gestão, ao nível do da gestão do Capital Humano. Não existiam critérios na gestão integrada de recursos humanos, limitávamo-nos a processar salários. Não tínhamos um processo adequado a Carreiras, Avaliação de Desempenho, Remunerações e Formação. O grande desafio que tivemos foi invertermos o cenário que teve como ponto principal o Projecto ENSA Futuro que, na vertente do Capital Humano, introduziu as boas práticas na gestão do Capital Humano suportado por uma ferramenta tecnológica (SAP), com um novo modelo de Carreiras e Compensação, Avaliação de Desempenho anual, com reflexos no desenvolvimento da carreira profissional dos trabalhadores, a introdução da remuneração variável, gestão por objectivos e programas de formação adequados as funções e estratégia da Empresa.

 

“O desafio actual é manter as conquistas que tivemos e irmos actualizando as nossas boas praticas de gestão do Capital Humano, de acordo aos novos desafios que surgem num mercado de seguros mais concorrencial.”

 

Foi um longo percurso com envolvimento de TODOSENSA, como é o nosso grito de “guerra” interno, com muitas horas de formação, que culminou com a transformação da ENSA numa Empresa moderna, preparada para os desafios do mercado concorrencial, tendo sido classificada por um estudo da KMG como a 5ª melhor Empresa para se trabalhar em Angola, e nomeada como uma das 5 principais empresas públicas e privadas na 2º edição dos Prémios Sírius, em matéria de boas praticas na Gestão do Capital Humano, para além dos prémios SINASE “Boas Práticas matéria de Gestão de Carreiras versus Avaliação de Desempenho” e “Programa de Formação de Liderança”. O desafio actual é manter as conquistas que tivemos e irmos actualizando as nossas boas praticas de gestão do Capital Humano, de acordo aos novos desafios que surgem num mercado de seguros mais concorrencial. Com o surgimento de novas seguradoras e a crise económica actual exige-se uma gestão mais rigorosa no custo benefícios, onde temos conseguido ter um equilíbrio nos encargos com o pessoal utilizando a arte e a comunicação interna para manter a nossa massa trabalhadora motivada e aderindo aos desafios que lhes são propostos.

 

HC: Se puder dividir o seu percurso profissional na ENSA em marcos ou etapas, quais seriam os principais marcos?

 

SF: Respondendo a esta questão, diria que posso dividir o meu percurso em 3 etapas. A primeira etapa começa a 15 de abril de 1996, ano do meu ingresso na ENSA. Não tinha noção nenhuma da actividade seguradora, e logo após a minha entrada fiz parte de um grupo de trabalho que na época começou a dar os primeiros passos na actualização dos processos da gestão de recursos humanos na ENSA A segunda etapa inicia-se em 2001, ano em que fui nomeado Chefe de Departamento de Desenvolvimento Profissional da Direcção de Recursos Humanos da ENSA, e nessa etapa o principal marco foi ter participado activamente na mudança de paradigma na Empresa, de uma gestão de pessoal a moda antiga para uma gestão mais moderna de recursos humanos Finalmente, a terceira etapa começa em 2007, ano em que fui nomeado Director de Recursos Humanos e fiz parte do grande projecto ENSA Futuro, que transformou a ENSA na Empresa que é hoje, em especial na gestão do Capital Humano. É um orgulho poder dizer que estive presente e participar neste momento lindo de poder observar as transformações a todos os níveis da organização.

 

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