Tema Central

O MUNDO SEMPRE PROCUROU LÍDERES. LÍDERES QUE ENCONTRASSEM AS SOLUÇÕES PARA OS ANSEIOS DA SOCIEDADE, QUE INDICASSEM O CAMINHO, QUE INSPIRASSEM, QUE MOBILIZASSEM, QUE TRANSFORMASSEM! SIM, PORQUE LIDERAR SEM PRODUZIR RESULTADOS QUE TENHAM UM IMPACTE POSITIVO NOS LIDERADOS E NA SOCIEDADE NÃO É LIDERAR, É TALVEZ… CHEFIAR!

 

Os livros de História estão cheios de líderes carismáticos, que deixaram a sua marca para sempre, fundamentalmente ao nível político, mas também empreendedores que, com uma visão out of the box trouxeram novas invenções que mudaram a sociedade. O factor chave para o seu sucesso foi a sua resiliência contra o mainstream ou se quisermos, o Sistema, que procura sempre manter o status quo, seja empresarial, tecnológico ou mesmo político. E talvez seja aí que resida uma das características fundamentais dos líderes, ser do contra e questionar sempre “porque não?”.

 

Hoje a Liderança ainda é mais determinante, porque estamos num contexto de mudança permanente, fruto da 4a revolução industrial em que vivemos. Para ser líder num Mundo que é volátil, incerto, complexo e ambíguo, ter carisma já não é suficiente. Será que é preciso ter uma visão do que se pretende? E as competências? Ser colaborativo e transparente é importante? E onde ficam a credibildade e a confiança? Com o nosso inquérito Human Capital Angola quisemos ouvir o que especialistas em liderança e consultores nos têm para dizer sobre este assunto, tendo por base a realidade angolana.

 

Num mundo de inovações disruptivas, cada vez mais frequentes, a incerteza e a insegurança podem afectar as equipas. Que estilo de liderança é o mais adequado para gerir a mudança?

 

NOELMA VIEGAS D’ABREU Um estilo “inspiracional” adaptado ao tipo de mudança necessária, desde a mais profunda, passando pela revolucionária até chegar à evolutiva. Um estilo equilibrado entre a autoridade do conhecimento, objectivos perceptíveis e sentido de missão, associados a uma grande inteligência emocional que lhe permita lidar com as pessoas, olhando-as nos olhos, tocando o coração, inspirando-as todos os dias. A mudança exige uma adopção de estilos diferentes e conjugados, mas consistentes no equilíbrio entre a missão que o líder se propõe e as pessoas que precisam de a perceber e sentir-se inspiradas a prosseguir.

 

CRISTIANA PAIVA Na Jason Angola acreditamos que não existe estilo único de liderança que possa ser considerado mais apto para gerir este ambiente VICA (Volatil, Incerto, Complexo e Ambiguo) em que vivemos. Cada um tem vantagens e limitações, e o que é relamente importante, é que cada líder consiga fazer esta auto-critica e identificar os aspectos que mais precisa de desenvolver para conseguir ser mais eficaz neste contexto. Estamos a falar, por exemplo, de aprender a rodeando-se de talentos com competências complementares que possibilitem uma organização mais flexível e com maior capacidade de analise da realidade, através de vários ângulos. Podemos, contudo, referenciar algumas competências que podem fazer a diferença na gestão deste ambiente: Ter visão, ou seja, assegurar-se que a missão é clara e que goza de um propósito que inspira todas as pessoas para o seu cumprimento; Ser capaz de enfrentar a realidade como ela é, sem dramatismos nem optimismos; Ser curioso. Aprender coisas novas, ler, mesmo que não tenha nada que ver com a sua actividade profissional; Confiar na intuição, fundamental neste novo contexto. Ela é rápida, baseada na experiência e, normal- mente, está correcta; Ter a capacidade de simplificar. Criar mais princípios e menos regras. As regras de hoje estarão desactualizadas amanhã; Ser Autêntico. Dizer a verdade. Admitir os erros com humildade; Promover a diversidade. Ela oferece diferentes pontos de vista para problemas complexos, criando mais e melhores soluções; Apostar no Networking. Procurar criar uma rede de contactos com valor. Conhecer as pessoas. Não só o profissional. Ser Agil. Apostar na experimentação. Fazer ligações entre a nossa experiência e o contexto, antecipando outcomes racionais e emocionais de uma determinada situação.

 

TALA-HADY SILVA O estilo de liderança mais adequado, para gerir a mudança é liderança democrática, porque tem um processo inclusivo, acolhendo a opinião de todos os intervenientes. O líder age como um agente facilitador do processo, para encontrarem em conjunto as opções para resolução dos problemas da organização, conseguindo uma comunicação fluida e transparente entre membros da equipa. Assim, terá a tarefa facilitada para orientar todos no sentido de procurarem incansavelmente da alta performance, produtividade elevada, qualidade/excelência dos produtos e serviços, orientação para os clientes.

 

PAULO FINURAS Não se trata de estilos na minha opinião, mas de Visão e capacidade de inspiração das pessoas em torno de um propósito comum e de uma liderança forte que faça as pessoas sentirem que contam e que fazem a diferença. Isso é o mais importante, na minha perspetiva. Os estilos remete-nos para as idiossincrasias de cada um e nunca se chega a conclusão nenhuma. Talvez seja mais importante preocuparem-se com os papéis que têm de representar do que com os estilos que não passam de psicotretas.

LER MAIS

EDIÇÃO IMPRESSA

EDIÇÃO IMPRESSA

Ao subscrever a edição impressa você
irá receber a nossa revista na sua residência
ou local de trabalho.
SUBSCREVER
EDIÇÃO DIGITAL

EDIÇÃO DIGITAL

Subscreva a edição digital para poder ter
acesso ao conteúdo a partir de um smartphone,
tablet ou computador.
SUBSCREVER