Tema Central

Estamos hoje a viver uma mudança fundamental: as organizações já não são avaliadas apenas com base em métricas como o desempenho financeiro, a qualidade dos seus produtos ou serviços. As organizações de sucesso precisam de incorporar tendências, perspectivas e opiniões externas, mantendo relacionamentos positivos com os clientes e colaboradores, por um lado, e com as comunidades locais, os reguladores e outros stakeholders relevantes, por outro. Criar estas relações desafia os líderes de negócio a quebrar silos e a fomentar a colaboração, mas também a reforçar a confiança e credibilidade através da consistência das suas acções. Este comportamento é crucial para manter a reputação da organização e assim atrair, reter e envolver os colaboradores, bem como a lealdade dos clientes. Estas são as principais conclusões da sexta edição do estudo “Human Capital Trends 2018” da Deloitte, que este ano reflecte a opinião de mais de 11.000 líderes de 124 países incluindo Angola, o maior número de respostas de sempre. Além de abranger múltiplas indústrias, sectores e geografias, estão representados neste estudo, de forma equilibrada, líderes de recursos humanos e de negócio, duas áreas relevantes e com responsabilidades de capital humano. Face ao contexto, torna-se urgente a transição das organizações para uma abordagem de “fora para dentro”, por forma a responderem rapidamente aos desafios criados pelas forças externas à organização. Em geral, os resultados do estudo podem resumir-se num mindset de liderança, em três forças e nove tendências.

 

As organizações de sucesso precisam de incorporar tendências, perspectivas e opiniões externas, mantendo relacionamentos positivos com os clientes e colaboradores, por um lado, e com as comunidades locais, os reguladores e outros stakeholders relevantes, por outro.

 

 

As novas forças: o poder do indivíduo, o gap de liderança e o impacto da tecnologia

 

O poder do indivíduo está a aumentar, sobretudo devido à crescente presença dos millennials no mercado de trabalho, que já representam a maioria da força de trabalho em vários países. Pela primeira vez nos mercados mais maduros, os jovens acreditam que vão ter piores condições de vida do que os seus pais e estão a questionar as premissas do comportamento organizacional, bem como os princípios económicos e sociais que as guiam. Este crescimento do poder do indivíduo é impulsionado pelo mundo híper-conectado em que vivemos hoje, que permite facilmente a qualquer pessoa encontrar informação sobre determinada organização e sobre os seus produtos, expressar a sua opinião a uma audiência extensa e participar em eventos sociais globais, em tempo real. Em resposta a este contexto, as organizações estão a reformular as suas abordagens em relação à força de trabalho, do sistema de recompensas ao modelo de carreiras. Três tendências resultam deste contexto: o novo ecossistema da força de trabalho, as novas recompensas e a reformulação das carreiras para experiências. Por outro lado, é esperado que as organizações assumam um papel de maior liderança na sociedade. As pessoas confiam mais nas organizações empresariais do que noutras instituições da sociedade. Os cidadãos esperam que sejam as organizações a criar um mundo mais igualitário e justo, endereçando preocupações sociais como o bem-estar do ser humano. Organizações que se dedicam às pessoas e demonstram que são confiáveis, estão a fortalecer a sua reputação, a ganhar aliados e a influenciar as políticas públicas. Neste sentido, as organizações líderes estão a desenvolver estratégias para responder a determinadas preocupações sociais, evidenciadas em três tendências do estudo: o dividendo da longevidade, a cidadania e impacto social, e o bem-estar do colaborador.

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